Fuji X-T2 teste parte 1

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Recentemente tive oportunidade de testar a nova Fuji X-T2.
Desta vez só foi possível fazer uns  testes com luz natural e principalmente na rua.
Embora não seja o tipo de ambiente onde costumo fotografar, este primeiro teste tinha como principal objectivo servir apenas de primeiro contacto com o equipamento, para que num segundo teste, que pretendo fazer em breve em concerto, ja esteja ligeiramente familiarizado com os menus e botões da X-T2.
Este texto não pretende, de maneira nenhuma ser um texto técnico, eu não sou nenhum expert em engenharia e certamente que os engenheiros da Fuji devem ter as suas razoes para decidirem construir a X-T2 como ela esta, neste texto vou apenas, e de uma forma resumida, partilhar o que achei da X-T2 e o que senti ao fotografar com ela.

 

Aspecto e qualidade de construção

O que salta logo à vista é o aspecto retro e o tamanho pequeno, para quem esta habituado a SLRs grandes e pesadas…
Os grandes botões redondos no topo do corpo são a primeira coisa onde que me chamam a atenção, do lado esquerdo podemos seleccionar o ISO, este botão para alem de parecer bastante robusto tem um botão no meio para travar o que é excelente para evitar que inadvertidamente troquemos o ISO, este botão serve, também, para escolher o modo de disparo.
Do lado direito do corpo temos outro botão grande, e com travão, que controla a velocidade e o modo de medição.
Depois temos o terceiro botão grande que serve para controlar a compensação da exposição.
O botão de disparo fica no meio destes dois ultimo e serve também para ligar e desligar a maquina.
Outro aspecto que rapidamente se percebe é a qualidade da construção, mesmo sem pegar na X-T2 se percebe que é muito bem construída, o que se confirma depois de pegar nela pela primeira vez. Equilibrada, muito leve, o que, para quem como eu vem de uma SLR é uma bênção, mesmo sem verificar o peso creio que posso dizer que a X-T2 com grip e com a lente XF50-140mmF2.8 R LM OIS WR fica mais leve do que a minha lente Canon 70-200 f2.8L II.

 

Utilização e ergonomia

No inicio parecia que ia ser difícil utilizar, para alguém, como eu que utiliza canon à alguns anos foi um choque olhar para a X-T2 e tentar perceber onde estavam os comandos e para que serviam.
Contudo foi rápida a adaptação, pelo menos para perceber os comandos básicos como ISO,Velocidade, Abertura, que são os que estão disponíveis nos botões no corpo da maquina.
Quando me aventurei a navegar no menu tudo era diferente do que eu estava habituado, mas também aí rapidamente fui descobrindo  o caminho, claro que não fiquei a dominar o equipamento, e para alterar algum parâmetro tinha que para e pensar, mas consegui fazer o que queria sem precisar de ajuda.
Durante a utilização é muito fácil mudar os parâmetros. Os botões no topo do corpo estão bem posicionados e são de muito fácil utilização, o botão “dial” também esta bem posicionado.
O ecran tem boa qualidade, pelo menos serve para utilizar o menu, para visualizar as imagens nem é melhor nem pior do que o se encontra noutros equipamentos, para mim os ecrans pequenos não servem de muito para verificar a qualidade das imagens…
Utilizar a X-T2 com o grip faz toda a diferença. primeiro possibilita maior autonomia, uma vez que torna possível a utilização de mais baterias, aliás este é um ponto que pode ser critico, segundo o que já pude ler a autonomia da X-T2, não será muita, supostamente cada bateria dura cerca de 340 disparos, claro que isto é sempre relativo e também depende da utilização do ecran, por exemplo, isso é algo que pretendo testar melhor no próximo teste.
O grip dá tambem mais ergonomia ao equipamento, e tem botão de disparo  e o”dial” tal como no corpo. uma coisa que não me agradou muito foi a posição do botão de disparo no grip, quando utilizo a X-T2 na posição horizontal por mais do que um vez disparei, inadvertidamente, o botão do grip com a palma da mão, mesmo tendo um travão não se torna muito pratico ter que destravar o botão quando de cada vez que precisarmos dele, mas isso tambem é outra situação que certamente irei perceber melhor num teste em concerto.

 

Imagens

Melhor do que falar sobre as imagens será mostrar alguns dos testes que fiz, mas uma coisa que reparei mal descarreguei as imagens para o computador foi o seu tamanho…o sensor de 24M produz RAWs com cerca de 48M o que logo à partida pode indicar que esta muita informação gravada em cada RAW…
Fiz imagens sob e sobre expostas para perceber ate onde vai a gama dinâmica do sensor…

Teste de recuperação das altas luzes


Teste de recuperação das sombras


Teste de foco, sem tripé ISO 500, 1/250 f2.8

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